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Alunos especiais

Page history last edited by veledana@... 3 years ago

Já trabalho em Alvorada a uns anos, já tive um variado tipo de alunos. Variam nas dificuldades para aprender a nossa língua até dificuldades comportamental, mas alunos com deficiências especiais que necessitem de apoio físico, ou seja, criança cadeirante, cega..., não.

Desde o ano de 2008, também trabalho no Ambiente Informatizado da escola (computadores) e tenho a oportunidade de trabalhar com todos os alunos. E para elucidar meu comentário vou falar das dificuldades de alguns alunos neste local. Temos, na escola, cerca de 510 alunos, muitos ditos normais, outros com dificuldades de aprendizagem e outros poucos com necessidades especiais.

Hoje (04/04) descrevei uma menina com grandes problemas na escola. Em 2007 ela chegou na escola, encaminhada pela APAE, com histórico de retardo mental; no 1ºAno realizava apenas as atividades de desenhar (riscos) e as demais se negava a fazer; adorava correr no pátio e andar de balanço. No 2º Ano pouco avanço demonstrou em seu aprendizado, às vezes não realizava suas atividades e adorava ir desenhar no computador - jogar não, pois perdia. Agora no 3º Ano, chora e continua não realizando suas atividades.

Nesse momento me questiono sobre a educação estar ao alcance de todos e ter qualidade, segundo programas governamentais. Será que um dia estaremos preparados verdadeiramente para trabalhar com esses alunos.

Após leituras realizadas e pesquisas na escola, descobri os alunos "ditos especiais" segundo as pessoas (familiares, professores, colegas). Baseie minha pesquisa nos comentários sobre determinados alunos e passei a observá-los de maneira mais atenta.

Quando falam em pessoa com necessidade especial sempre vem a ideia de pessoa com necessidade física, e ao contactar com a interdisciplina de Educação de Pessoas com Necessidades Especiais mudei alguns conceitos. O primeiro foi de um aluno da escola que no ano passado sofreu um acidente, onde perdeu parte da massa encefálica lhe ocasionando dificuldades para a leitura e escrita.

 

E o que diz a principal Lei da nação quanto à Educação Especial?

A Educação Especial na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Lei 9394 de 20 de dezembro de 1996

Capítulo V-Da Educação Especial- (Artigos 58 ao 60)

A lei entende como educação especial a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais. Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela  de educação especial. O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas do aluno, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular.

 A oferta de educação especial é dever constitucional do Estado e tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil, devendo os sistemas de ensino assegurar aos educandos com necessidades especiais, currículos, professores e outras condições de organização escolar adequadas às necessidades, inclusive dos superdotados. Em todo o mundo se iniciou um processo de reintegração da criança portadora de deficiências ou distúrbios de aprendizagem na Escola e classes comuns.

O nome desse movimento mundial é Educação Inclusiva, que propõe o atendimento da criança em classes comuns, garantindo-se as especificidades necessárias, com um atendimento de um professor especialista ao professor da classe comum.

O mais importante documento que norteia a Educação Inclusiva é a Declaração de Salamanca.

Esta é, ao mesmo tempo, uma Declaração de Direitos e uma proposta de ação. Surgiu na Conferência Mundial, patrocinada pela UNESCO em junho de 1994, em Salamanca, na Espanha.

Tem como objetivo maior garantir o direito a todos os alunos, com qualquer grau de deficiência ou distúrbio de aprendizagem, ao que comumente chamamos e Educação Comum.

 

Comments (3)

Simone Ramminger said

at 5:45 pm on Apr 28, 2009

Olá Ana Lucia!
"O dossiê de inclusão visa contribuir para a busca de sentido na produção de conhecimentos no transcorrer de nossos estudos. Este documento busca a completude de suas descobertas em que o respeito às singularidades será respeitado na medida em que cada aluno(a) será encorajado à reflexão e a sistematização de suas experiências num formato original capaz de apontar para as conquistas individuais."
Parabéns! Criaste o pbwiki para o Dossiê, me enviaste o e-mail com o endereço, me deste acesso a ele e fizeste o relato de experiência. Observei que procuraste preservar a identidade da aluna. Isso é muito importante. Fiquei curiosa para saber mais como foi a interação desta aluna com os demais colegas. No teu relato apontas uma questão importante, a preparação dos professores para trabalhar com alunos com necessidades especiais. Tenho observado nos relatos que tenho lido que a angústia dos professores de não saber como agir e lidar com essas crianças é uma constante nas salas de aulas. Por isso, a importância de ler e discutir mais sobre o assunto. O teu município tem promovido discussões e qualificações, a fim de preparar melhor os professores e educadores?
Abraço, Simone Ramminger - Tutora sede EPNE

Simone Ramminger said

at 12:49 pm on May 11, 2009

Olá Ana Lucia!
Passei pelo teu wiki e não encontrei as atividades da unidade 3. Estás com alguma dificuldade? Aguardamos as tuas postagens. Um
abraço, Simone - Tutora sede EPNE

maurentezzari@... said

at 10:01 pm on May 15, 2009

Oi Ana Lúcia, tudo bem contigo? Tu escreveste que a partir da interdisciplina estás revendo alguns conceitos? Por que não falas um pouco mais sobre isso, explicitando as mudanças que ocoreram contigo? Tu percebes efeitos dessas mudanças de conceitos em tua prática, em teu olhar para esses alunos? Tu mencionaste também o apoio do professor especialista ao professor da classe comum. Esse é um importante aspecto do processo de inclusão e, por isso, merece ser um pouco mais explorado. Um abraço,
Mauren

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